quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Catolicismos à Luz das Escrituras

Bom gente, sei que este estudo está muito grande, e deveria ter sido quebrado em dois. Mas, como o assunto é muito contínuo, ia ficar sem sentido quebrá-lo em dois. Lembrem-se que se ficar difícil de ler no blog, podem clicar no título e baixá-lo em formato .doc para abrir no Word. Sobre o estudo, um pouco de história e desmascara as mentiras do catolicismo. Ótimo pra quem já foi enganado, mas quer saber a verdade. Boa leitura!


CATOLICISMO À LUZ DAS ESCRITURAS

A palavra católico vem do grego katholikos, que quer dizer “universal”. No nome catolicismo romano já observamos uma contradição. Lorraine Boetner, em seu livro “Catolicismo Romano”, cita o Dr. John Gerstner que escreveu: “...rigorosamente falando, católica romana é uma contradição de termos. Católico significa universal; romano significa particular”.

Quero, neste estudo, analisar as principais doutrinas católicas com as Escrituras e mostrar a total incompatibilidade que existe entre a fé dos evangélicos e a fé dos católicos. O profeta Amós perguntou: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3:3) Não estou pregando a intolerância religiosa, o respeito pelo próximo é uma marca cristã, o direito a escolha religiosa é um direito inegociável. Refiro-me a tentativa ecumênica de unir evangélicos e católicos numa só igreja. Um artigo na Internet divulgou que “João Paulo II vem manifestando interesse em aproximar-se de judeus e evangélicos”. A proposta ecumênica dos católicos é de mão única. Estes estão interessados que os evangélicos, por exemplo, aceitem o Papa como cabeça da igreja e muito mais. A meta do ecumenismo é a união de todas as igrejas em uma só Igreja Mundial. É impossível aceitar essa proposta sem abrir mão daquilo que é básico em nossa fé. Sabemos, pelas Escrituras, que o Anticristo virá sobre as asas do ecumenismo se colocando como líder religioso mundial dizendo ser o Cristo.

PEQUENO HISTÓRICO

A igreja católica, que conhecemos hoje, é o resultado de alterações feitas à partir da igreja primitiva. Segundo Aurélio, “...o catolicismo romano é a religião que reconhece o Papa como autoridade máxima, que se expande por meio de sacramentos, que venera a virgem Maria e os santos, que aceita os dogmas como verdades incontestáveis e fundamentais e que tem como ato litúrgico mais importante a missa”. O que essa igreja tem em comum com a igreja primitiva? Nada!

Durante os primeiros séculos cristãos ocorreram muitas perseguições, isto cooperou para que a igreja se mantivesse fiel as Escrituras. Este período é chamado de era patrística, ou era dos pais da igreja. Halley fala de Policarpo (69-156 d.C.), discípulo de apóstolo João que foi queimado vivo por se recusar a amaldiçoar a Cristo. Policarpo falou: “oitenta e seis anos faz que sirvo a Cristo e Ele só me tem feito bem, como podia eu, agora, amaldiçoá-lo, sendo Ele meu Senhor e Salvador?”

A corrupção no cristianismo começou já em meados do século III, onde houve o primeiro rompimento sério dos cristãos, por causa da introdução dos batismos de crianças. O rompimento foi chamado de “desfraternização”. No século IV, Constantino ascendeu ao posto de Imperador. Este apoiou o cristianismo e fez o mesmo religião oficial do Império Romano. Assim sendo, muitos ímpios se tornaram cristãos por motivos políticos e escusos. Constantino convocou em 325 d.C. o Concílio de Nicéia onde surgiu o catolicismo romano influenciado por doutrinas pagãs. Como pôde haver essa junção entre o cristianismo e Roma? Roma que sempre foi centro de idolatria em que seus imperadores eram considerados deuses. Alcides Peres conta que em 326 d.C., um ano depois do Concílio, Constantino vai a Roma para celebrar o vigésimo ano de seu reinado. Por intriga palaciana, manda prender seu filho Crispo, que é logo julgado, condenado e morto pelo próprio pai... Foi esse homem que deu origem a esta junção do catolicismo com o romanismo.

Muitas doutrinas estranhas continuaram a penetrar no catolicismo romano. Fazendo que cada vez mais a igreja católica se distanciasse de sua origem. Citarei alguns exemplos dando datas aproximadas.
A oração pelos mortos começou a ser aceita por volta de 300 d.C. O começo da exaltação a Maria onde o termo “mãe de Deus” surgiu pela primeira vez em 431 d.C. A doutrina do purgatório em 593 d.C. A adoração da cruz, imagens e relíquias em 786 d.C. A canonização dos santos mortos em 995 d.C. O celibato do sacerdócio em 1079 d.C. E assim em diante...

No século XVI ocorreu a tão conhecida reforma protestante que é sempre lembrada no dia 31 de outubro por ser a data que Lutero em 1517 d.C. colocou suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. Essas teses combatiam principalmente a compra de indulgências. Segundo Earle E. Cairns: “A indulgência era um documento que se adquiria por uma importância em dinheiro e que livrava aquele que a comprasse da pena do pecado.” O pecador deveria arrependendo-se, confessar o seu pecado ao sacerdote, e ainda pagar uma certa quantia para assim obter o perdão, tratando desta forma o sacrifício na cruz como nada. Lutero combateu isto com veemência baseando-se em Romanos 1:17, ensinando que só a fé em Cristo justifica. Com a reforma a Bíblia foi traduzida para a língua do povo. Antes a Bíblia era negada ao povo sob a desculpa que só o sacerdote podia interpretá-la corretamente. A supremacia da Bíblia em todas as questões de fé e prática foi enfatizada (sola scriptura) assim combatendo a idéia que a tradição e as interpretações dos clérigos teriam o mesmo valor que as Escrituras.

Lorraine Boettiner escreveu: “O protestantismo como surgiu no século dezesseis não foi o começo de alguma coisa nova, mas o retorno ao cristianismo bíblico e à simplicidade da igreja apostólica da qual a igreja católica se afastou há muito tempo.”

A autoridade das Escrituras

Para começo de conversa é bom falarmos sobre a autoridade da Bíblia segundo o catolicismo. Segundo o catolicismo existem três grandes autoridades para o ensino: a tradição da igreja, o magistério e as Escrituras Sagradas. Para eles a Bíblia sozinha não é suficiente. Raimundo F. de Oliveira cita o Padre Benhard que em 1929 escreveu: “A Bíblia não é a única fonte de fé, como Lutero ensinou no séc. XVI, porque sem a interpretação de um apostolado divino e infalível, separado da Bíblia, jamais poderemos saber, com certeza, quais são os livros que constituem as Escrituras inspiradas, ou se as cópias que hoje possuímos concordam com os originais. A Bíblia em si mesma, não é mais do que letra morta, esperando por um intérprete divino... Certo número de verdades reveladas têm chegado a nós, somente por meio da tradição divina.”

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste livro.” (Ap 22:18-19)

Conforme temos visto, para o catolicismo romano, a Bíblia não é a única regra de fé. A revelação, segundo eles, está apoiada no seguinte tripé: as escrituras, a tradição da Igreja e o magistério. Ainda tiram da Bíblia o valor de ser a autoridade final. Observe a declaração do catecismo de 1994: “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida (tradição) foi confiado unicamente ao magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma.” Ou seja, para os católicos, a interpretação dos magistrados é superior as Escrituras Sagradas. Paulo nos advertiu: “Mas ainda a que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já tenho anunciado, seja anátema.” (Gl 1.8). E em Rm 3.4 está escrito “...sempre seja Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso.”

Além desse tripé errôneo, existe o fato da Igreja Católica possuir livros apócrifos em sua Bíblia. A palavra “apócrifo” vem do grego apokrupha que significa “coisas ocultas”. Porém com o decorrer do tempo foi adquirindo o significado de “espúrio” e “não-puro”. Os livros apócrifos estão inseridos no Velho Testamento fazendo que o Velho Testamento deles tenham 46 livros enquanto o nosso têm 39 livros. Os apócrifos são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel. Foi no Concílio de Trento em 15 de abril de 1546, em sua quarta sessão que a Igreja Católica declarou estes livros sagrados.

Quero dar quatro razões para não aceitarmos esses livros como inspirados por Deus.

1ª) Esses livros não estão no cânon hebraico. A palavra “cânon” significa literalmente “cana” ou “vara de medir”. Esta palavra, com o tempo, passou a classificar os livros que são considerados genuínos e inspirados por Deus. Sendo assim os hebreus consideram os livros apócrifos como não inspirados por Deus.

2ª) Não há no Novo Testamento nenhuma citação desses livros. Jesus e os apóstolos não citaram uma vez sequer um trecho incluído nesses livros. Assim mostrando que não eram considerados genuínos por Cristo ou pelos apóstolos.

3ª) Doutrinas contrárias as escrituras são baseadas nesses livros, tais como: a intercessão pelos mortos, a intercessão dos santos, a salvação pelas obras, etc.

4ª) Os católicos não foram unânimes quanto a inspiração divina nesses livros. No Concílio de Trento houve luta corporal quando este assunto foi tratado. Lorraine Boetner (in Catolicismo Romano) cita o seguinte: “O papa Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes, em sua Bíblia poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo papa Leão X. Será que estes papas se enganaram? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio de Trento estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina?”

Salvação

Como o Catolicismo Romano vê a salvação? Adolfo Robleto (in: O Catolicismo Romano) destaca: “Na Igreja Católica, no entanto, o tema da salvação não ocupa um lugar proeminente. Os esforços se encaminham para o sentido de que o povo católico, não falte à igreja e faça obras de caridade.” Segundo o catolicismo a salvação é adquirida de três formas básicas: 1ª) graça de Deus, 2ª) fé e obras e 3ª) a igreja e seus sacramentos.

1ª) Graça de Deus – A palavra graça significa favor imerecido e gratuito. É algo concedido por Deus de forma gratuita sem qualquer mérito humano. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8 e 9). Por sua vez, a Igreja Católica não vê a graça como um favor gratuito e imerecido. O fiel para receber a graça de Deus precisa ser ligado a Igreja Católica e participar dos sacramentos, sendo só desta forma que Ele pode receber a graça de Deus. Caso não receba a graça, o fiel não poderá ser salvo. Mas as Escrituras deixam bem claro que sendo a salvação pela graça, não pode ser ao mesmo tempo pelas obras. “E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.” (Rm 11:6).

2ª) Fé e obras – Segundo o catolicismo a fé em Cristo não é suficiente para se adquirir a salvação. É necessário também realizar caridades, esmolas e participar dos sacramentos. No Concílio de Trento (1546-1563) saiu o seguinte decreto: “Se alguém disser que a fé é justificadora não é nada mais que confiança na misericórdia divina que cancela o pecado em nome de Cristo somente; ou que esta confiança sozinha basta para sermos justificados, que seja anátema.” O catolicismo chama de maldito aquele que crê que a fé em Cristo sozinha é suficiente para justificá-lo diante de Deus. Mas nas Escrituras está escrito: “Sendo pois justificados pela fé, tenhamos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Cristo pouco antes de morrer na cruz disse: “...está tudo consumado”. Mostrando assim que o homem não precisaria fazer mais nada para adquirir a salvação. Pois Ele “veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19:10).

A salvação não pode ser comprada pelas obras humanas. “Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que seja recompensado?” (Rm 11:35). Quem crê na salvação pela fé em obras está dizendo que Cristo morreu em vão (Gl 2:21).

Adolfo Robleto escreveu: Qual é então a relação entre a fé e as obras? É a seguinte: a fé é a raiz; as obras são o fruto. A fé nos justifica para com Deus; as obras evidenciam essa fé diante dos homens. Deus vê o coração; os homens vêem as obras da fé no viver. Fazemos boas obras depois que cremos que somos salvos, e não antes da fé para sermos salvos. Em conclusão: as obras não produzem a salvação, mas, sim, são um resultado um resultado dela.” Veja Ef 2:10.

3ª) A igreja e seus sacramentos – No catecismo de 1994 está escrito: “Toda salvação vem de Cristo–cabeça, através da igreja, a qual é o seu corpo; apoiado na Sagrada Escritura e na tradição (o Concílio) ensina que esta igreja, agora peregrina na terra, é necessária a salvação... por isso não podem salvar-se, aqueles que, sabendo que a igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo, como instituição necessária, apesar disso não quiserem entrar nela ou perseverar.”

Nas Escrituras não há nenhuma indicação que alguém deve entrar numa igreja para obter salvação. A salvação só é por meio de Cristo (At 4.12; Jo 3.36; Jo 5.24; Jo 20.31; At 10.43; I Ts 5.9 etc.). Depois de salvo o cristão deve se ligar a uma igreja realmente cristã para ter comunhão com seus irmãos em Cristo (Hb 10:25, I Jo 1:5-7 e I Jo 4:20-21).

A palavra sacramento vem do latim sacramentum que antigamente tinha dois significados básicos:

1.º) Algo que era separado para um propósito sagrado

2.º) Era um juramento que o soldado fazia ao Imperador de Roma ao ingressar no exército. No século V, Agostinho começou a elaborar as doutrinas dos sacramentos, que ele definiu como “a forma visível de um graça invisível” (signum visible de gratia invisible). Só no ano de 1439, no Concílio de Florença, foi que os sete sacramentos foram oficializados pelo catolicismo. Sendo os sete sacramentos: batismo, crisma ou confirmação, penitência, eucaristia ou missa, matrimônio, unção de enfermos ou extrema-unção e santas ordens. Segundo o catecismo de 1994, “a Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação.” Os sete sacramentos são nada menos que uma séria de boas obras que os católicos crêem que precisam fazer para alcançar a salvação. Mas em Rm 3.20 está escrito: “Por isso nenhuma carne será justificada diante Dele pelas obras...”

Ao criar esta doutrina o catolicismo forma uma espécie de salvação sacerdotal, pois os sacramentos só podem ser ministrados pelos “sacerdotes” católicos. Transformando os sacerdotes católicos em mediadores entre Deus e os homens. O que é uma tremenda heresia: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” Analisaremos brevemente cada sacramento.

Batismo

Os católicos crêem que o batismo é necessário a salvação, que sem o batismo a pessoa está condenada ao inferno. No concílio de Trento foi decretado: “As crianças se não forem regeneradas para Deus através da graça do batismo, quer seus pais sejam cristãos ou infiéis, nascem para miséria e perdição eternas.” Quão terrível é esta doutrina! Já nós, evangélicos, cremos que estando a criança na fase da inocência vindo falecer esta irá para o céu. “Por que dos tais é o reino dos céus.” (Mt 19:14). O batismo é para quem crê. Enquanto a criança não tiver como decidir sobre a sua fé em Cristo, esta não pode ser batizada. A afirmação que o batismo salva é totalmente equivocada. O batismo é para os salvos e só a ausência de fé em Cristo é que condena. “Quem crer e for batizado será salvo, quem não crê será condenado.” (Mc 16:16)

Crisma ou Confirmação

Segundo eles, é um ato de aprofundamento em Cristo para todos aqueles que já foram batizados. No catecismo de 1994 está escrito: “a confirmação aperfeiçoa a graça batismal; é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina; incorporar-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja...” Preste atenção! Segundo eles, este sacramento concede o Espírito Santo. Por isto no crisma o bispo impõe suas mãos sobre a cabeça da pessoa com o propósito de transmitir o Espírito Santo. Não existem nenhum ritual, nas Escrituras, que aprofunde alguém espiritualmente. A filiação divina não é aprofundada por um ritual, mas é conseguida plenamente no momento em que se crê em Cristo. É o que está escrito em João 1:12: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome.” E é neste momento que recebemos o Espírito Santo. “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebidos de um Espírito.”

Penitência


Segundo o catolicismo é a maneira de remover a penalidade dos pecados cometidos depois do batismo e crisma. O padre depois de ouvir a confissão dos pecados recomenda aos fiéis penitências como: orações, ofertas, ajuda ao próximo ou algum tipo de privação. No catecismo de 1994 está escrito: “A absolvição tira o pecado, mas não remedia todas as desordens que ele causou. Liberto do pecado, o pecador deve ainda recobrar a plena saúde espiritual. Deve, portanto, fazer alguma coisa mais para reparar seus pecados; deve satisfazer de modo apropriado ou expiar seus pecados. Esta satisfação chama-se também penitência.” Esta doutrina é uma verdadeira aberração. O sacrifício de cristo é único e suficiente (Hb 10:12).

Eucaristia ou missa

Lorraine Boetner cita o catecismo de Nova York que diz o seguinte:

“Jesus Cristo nos deu o sacrifício na cruz da missa para que a sua Igreja tenha um sacrifício visível que prolongue o Seu sacrifício na cruz até o fim dos tempos. A missa é o mesmo sacrifício que o sacrifício da cruz. A santa comunhão é participar do corpo e do sangue de Jesus Cristo sob a aparência de pão e vinho”.

Vemos que para os católicos a eucaristia ou missa é onde Cristo volta a ser crucificado para que os benefícios da cruz se apliquem continuamente aos seus participantes. Na epístola aos Hebreus capítulo 9 vemos Jesus sendo comparado aos sacerdotes no templo. Porém o autor mostra que Cristo é superior aos sacerdotes, sendo Ele o Sumo Sacerdote perfeito que ofereceu-se uma vez.

Observe: “Nem também para si mesmo oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio. Doutra maneira, necessário lhe fora padecer desde a fundação do mundo; mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos...” (Hb 9:25-28).

No versículo 12 afirma que entrou “uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” A redenção é eterna então não há necessidade de rituais para que a redenção continue.

Ensina a teologia católica a transubstanciação (alteração de substância) durante a eucaristia. Após a consagração dos elementos, pão e vinho, e a recita feita pelo padre das palavras de Cristo, “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, o pão se transforma na carne de Cristo e o vinho no sangue de Cristo. Esquecem os católicos que Jesus Cristo, em pessoa, institui a ceia do Senhor e pronunciou as palavras: “isto é o meu corpo e o meu sangue.” Se a transubstanciação fosse verdadeira, Cristo teria comido a sua própria carne e bebido do seu próprio sangue. Isso seria impossível, pois Cristo estava em pessoa celebrando a ceia e seria um absurdo comer o próprio corpo e beber do próprio sangue. Cristo foi bem claro “fazei isto em memória de mim”. Se é “em memória” é forçoso admitir que Cristo não estava presente nos elementos: pão e vinho. (Lc 22:19-20).
Paulo ao instruir sobre a ceia do Senhor chamou o pão de pão e vinho de vinho. Note bem: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Co 11:26). E ainda, em algumas passagens da Bíblia vemos a ceia do Senhor sendo chamada de “o partir do pão” e não o partir do corpo (At 2: 46). Os católicos costumam usar como base bíblica para a eucaristia, as seguintes palavras de Cristo: “Porque a minha carne verdadeiramente é comida e o meu sangue verdadeiramente é bebida” (Jo 6:55). É claro que Cristo falou estas palavras no sentido figurado, ou será, que Cristo pregou o canibalismo. Mas os católicos, ainda insistem, pois Cristo falou “verdadeiramente”. Como Cristo também falou: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador.” (Jo 15:1) Cristo é uma planta? Não. Fica evidente que Ele usou o sentido figurado como usou em Jo 6.55. O capítulo 6 de João é o registro da multiplicação de pães. A multidão começou a seguir a Jesus por causa do pão terreno. Mas Cristo queria lhes oferecer o pão espiritual: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6:.35). É claro que Jesus falou no sentido espiritual como também falou em Jo 6:55.

Os católicos ainda crêem que ao participar da eucaristia os fiéis têm a purificação dos pecados presentes, preservação dos pecados futuros e ainda ajudam os mortos. No catecismo de 1994 está escrito: “O sacrifício eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente purificados, para que possam entrar na luz e na paz de Cristo.” As Escrituras são claras ao dizer que todos os pecados são removidos através do sangue de Cristo (veja I Jo 1:7 e Ap 1:5.)

Matrimônio

Sem dúvida alguma, Deus institui o casamento, sendo este a primeira instituição divina, quando uniu Adão e Eva (Gn 2:23-24). Uma coisa é considerar o casamento uma instituição divina. Outra coisa, totalmente diferente, é considerar o casamento como sacramento (meio de graça). Os católicos crêem que quando seus “sacerdotes” realizam seus casamentos, a graça de Deus vem através dos mesmos.

Com este tipo de pensamento, os católicos só consideram os casamentos realizados pelos seus sacerdotes. O erro de considerar o casamento como um sacramento se deu por um erro de tradução da Vulgata (versão latina das Escrituras, traduzida por Jerônimo) que traduziu Efésios 5:32 como “Este é um grande sacramento” enquanto a tradução correta é “Este é um grande mistério”. Sabemos que a Igreja Católica costuma cobrar uma taxa para realizar casamentos.

Unção dos enfermos ou extrema unção

Segundo o catolicismo, é um meio de conferir graças aos enfermos, anciãos e moribundos, ajudando assim no perdão dos pecados. Normalmente é ministrado pelo “sacerdote” a pessoa que está à beira da morte. O “sacerdote” unge os olhos, nariz, mãos e pés enquanto recita uma “oração especial” em latim. Este ritual visa diminuir a quantidade de pecados da pessoa devendo o restante ser “pago” pelos parentes através das missas.
Em nenhum lugar das Escrituras vemos a recomendação para a realização desse ritual. O sangue de Cristo é suficiente para perdoar os pecados e não precisa de “óleo sagrado” para aperfeiçoar este. Na Bíblia, existe a recomendação de orar pelo enfermo com o uso do óleo (sendo o óleo apenas um símbolo do Espírito Santo) mas não para o perdão dos pecados, e sim, para cura do corpo. (Tg 5:14-16)

Santas ordens

Segundo o catolicismo é ato de conferir graça especial e poder espiritual aos padres, bispos, arcebispos, cardeais e papas. Fazendo destes sacerdotes, portanto, representantes de Cristo na terra. A idéia do sacerdócio é do Antigo testamento, onde os sacerdotes basicamente exerciam três funções:

1.ª) Ofereciam sacrifícios no santuário diante de Deus em benefício do povo.

2.ª) Ensinavam a lei de Deus.

3.ª) Buscavam a vontade de Deus.

O sacerdócio era uma sombra ou tipo daquele que haveria de vir – Cristo. Com a vinda de Cristo não há necessidade nenhuma de sacerdotes. Em Hb 9:11-12 está escrito: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito de mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue dos bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”. E em Hb 9:24 está escrito: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos de homens, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer por nós perante a face de Deus.”

O sacerdote era uma espécie de mediador dos homens diante de Deus. Hoje temos um único mediador: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (I Tm 2:5). Hoje cada crente pode ir a Deus através de Cristo. “Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e o que bate, se abre.” (Mt 7:7-8). Diante dessas irrevogáveis verdades bíblicas, pasmem com que está escrito no Concílio de Trento:

“O sacerdote é o homem de Deus, o ministro de Deus... Aquele que despreza o sacerdote despreza Deus; aquele que o ouve, ouve a Deus. O sacerdote perdoa pecados como Deus, e aquilo que ele chama de seu corpo no altar é adorado como Deus por ele mesmo e pela congregação... Está claro que a sua função é tal que não se pode conceber nenhuma maior. Portanto, eles não são simplesmente chamados de anjos, mas também de Deus, mantendo como fazer o poder e autoridade do Deus imortal em nós.”

Pura blasfêmia! Ainda leia o que está escrito num livro romano citado por Lorraine Boettner:

“Sem o sacerdote, a morte e a paixão de nosso Senhor não teria nenhum valor para nós. Veja o poder do sacerdote! Através de uma palavra dos seus lábios ele transforma um pedaço de pão em Deus! Um fato maior que a criação do mundo. Se eu me encontrasse com um sacerdote e um anjo, eu saudaria o sacerdote antes de saudar o anjo. O sacerdote ocupa o lugar de Deus.” Pura blasfêmia!

Purgatório

A doutrina do purgatório teve o seu início no Concílio de Florença (1439). Lá foi estabelecida a diferença entre o pecado cometido e a tendência inata para o pecado. Chegando-se a conclusão que o perdão (conseguido através da confissão ao sacerdote e a participação dos sacramentos) acaba com o pecado, mas não acaba com a má tendência. Há, portanto, a necessidade do purgatório, um lugar intermediário entre o céu e a terra, onde os fiéis que ainda tenham alguma dívida e a má tendência para o pecado, irão sofrer no fogo do purgatório, até a purificação completa.

O autor John M. Haffert (livro: Saturday in Purgatory) escreveu: “Não há menor dúvida que os sofrimentos do purgatório em alguns casos duram através de séculos inteiros.” Sobre o sofrimento do purgatório, o manual da sociedade do purgatório registra: “Segundo os santos padres da igreja, o fogo do purgatório não difere do fogo do inferno, exceto quanto à sua duração. É o mesmo fogo, diz S. Tomás de Aquino, que atormenta os réprobos no inferno e o justo no purgatório. A dor mais amena no purgatório, ele diz, ultrapassa os maiores sofrimentos desta vida. Nada além da duração eterna torna o fogo do inferno mais terrível do que o purgatório.” Segundo os católicos as orações e esmolas dos vivos e o “sacrifício da missa” ajudam a diminuir o tormento do purgatório. Como será que os católicos encaram a morte? Se eles pensam que depois da morte vão encarar o purgatório.
Os teólogos tentam basear a doutrina do purgatório nos livros de Macabeus e em algumas passagens das Escrituras. Sabemos que Macabeus é um livro apócrifo e espúrio. Quanto às passagens das Escrituras, os católicos usam o fato de existir um pecado imperdoável (blasfêmia contra o Espírito Santo) e a passagem de I Co 3.15. Quando Cristo chama a blasfêmia contra o Espírito Santo de pecado imperdoável, não faz referência nenhuma ao purgatório, que segundo os católicos, seria o lugar onde este pecado seria perdoado. Pelo contrário, Jesus disse: “Não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12:32) e “nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.” (Mc 3:29). Quanto à passagem de Coríntios, Paulo trata da questão dos galardões e não da salvação. Tanto que mesmo que as obras se queimem “o tal será salvo, todavia como pelo fogo.”

Quero destacar três argumentos bíblicos que liquidam a doutrina do purgatório:

1.º) A suficiência do sacrifício de Cristo

Não há como crer na suficiência do sacrifício de Cristo e na doutrina do purgatório ao mesmo tempo. Só pode se crer em um e descartar o outro. Cristo falou: “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19:10). Ele veio salvar, não se tem nenhuma necessidade do purgatório para aperfeiçoar a salvação que Cristo trouxe. Paulo escreveu: “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (I Tm 1:15). Cristo na cruz disse: “Está tudo consumado”, mostrando assim que cumpriu a sua missão.

2.º) Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo (Rm 8:1 e Jo 3:18).

3.º) É na presente vida que a salvação ou a condenação é definida (Hb 9:27).

Observamos que o catolicismo não fica satisfeito com nada. Não crê que o sacrifício de Cristo foi o suficiente para a nossa salvação, nem fica satisfeito com a sua própria mirabolante doutrina dos sacramentos. Para eles há necessidade do purgatório, enquanto a Bíblia é bem mais simples afirmando que Cristo satisfez a justiça divina (Rm 3:21-26), não havendo necessidade de mais nada.

O Papado

Os primeiros aspectos que quero analisar sobre o papado são os títulos que estes carregam e as reivindicações que fazem para si. A palavra “papa” vem do latim papa que significa “pai”. Cristo foi bem claro que ninguém poderia ser chamado de pai espiritual a não ser Deus: “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso mestre, que é o Cristo.” (Mt 23:9-10).

O papa também é chamado de “doutor supremo de todos os fiéis”, o que vai contra o que Cristo ordenou, citado logo acima. São muitos títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega em seus ombros. Estarei comentando mais alguns, tais como: “vigário de Cristo”, “sumo-pontífice” e “santo padre”.
A palavra “vigário” quer dizer “substituto”. O papa é chamado de “vigário de Cristo”, ou seja, “substituto de Cristo”. Cristo afirmou claramente que o seu substituto na terra seria a pessoa do Espírito Santo (Jo 14:16-18, Jo 15:26 e Jo 16:7 e 13). O título “pontífice”, que quer dizer literalmente “construtor de pontes”, não veio da Bíblia, mas do romanismo, onde o imperador declarava-se o elo de ligação a Deus. O papa é chamado de sumo-pontífice, ou seja, o máximo elo de ligação a Deus. É uma blasfêmia e arrogância um homem se colocar nesta posição. Só Cristo é a ponte para Deus (Jo 14:6 e I Tm 2:5) e o cabeça da Igreja (Ef 1:22 e 23 e Cl 1:18). O título “santo padre” quer dizer “santo pai”, ou obviamente “pai santo”. Sem dúvida alguma este título só deve ser dado a Deus (Ap 15:4). Pois Deus não divide a Sua glória com ninguém (Is 42:8). Para resumir as pretensões papais, quero citar o catecismo de New York citado por Lorraine Boettner:

“O papa assume o lugar de Jesus Cristo sobre a terra... Por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vigário de Cristo, o cabeça de toda a igreja, o pai e o mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o instituidor dos dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado apenas por um, o próprio Deus na terra.”

No apogeu do papado, foi “consagrado” ao papado o monge Hildebrando que exerceu o papado no período de 1073 a 1075 como título de Gregório VII. Assim que assumiu, Gregório VII publicou as suas máximas que ficaram sendo conhecidas como “máximas de Hildebrando”. Segundo o autor Abraão de Almeida (in: Lições da História) essas máximas são consideradas a essência do papado. Este mesmo autor cita as máximas das quais transcrevi algumas:

Nenhuma pessoa pode viver debaixo do mesmo teto com outra excomungada pelo papa. É o papa a única pessoa cujos pés devem ser beijados por príncipes e soberanos. A sua decisão não pode ser contestada por ninguém e que somente ele pode revisar. A Igreja Romana nunca errou nem jamais errará, como as Escrituras testifica (Obadias 1:3-4 - O seu orgulho o enganou. Você vive nas cavernas das rochas, lá no alto das montanhas, e por isso pensa assim: ‘Ninguém é capaz de me derrubar daqui.’ Ainda que você voe tão alto como a águia e faça o seu ninho entre as estrelas, eu o derrubarei dali).

Pedro como o primeiro papa

Vimos os títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega sobre si. Agora veremos que a própria existência do papado é uma deturpação das Escrituras. É impossível abordar este assunto sem falar a respeito do trecho bíblico em que os católicos se baseiam para firmar a doutrina do papado: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16:13-20). Os católicos pegam esta afirmação de Cristo para afirmar que Pedro é a pedra ou rocha em que Cristo fundamentou a sua igreja, sendo assim o primeiro papa da igreja. Quando Cristo falou “...esta pedra...” não estava se referindo a Pedro, mas sim à anterior declaração de Pedro a respeito de Jesus – “Tu és o Cristo, O Filho do Deus vivo” (a revelação). Cristo é a pedra fundamental da igreja. Paulo afirmou: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já esta posto, o qual é Jesus Cristo.” (I Co 3:11). No grego, a palavra Pedro é petros, do gênero masculino, enquanto pedra ou rocha é petra, do gênero feminino. O que Cristo disse: “Tu és Petros (masculino), e sobre esta petra (feminino) eu edificarei a minha igreja.”

Mostra-se assim que Cristo não estava falando de Pedro como a pedra ou rocha, mas sim a respeito da declaração de Pedro – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Se Pedro fosse a rocha, Cristo teria dito: “sobre ti edificarei a minha igreja”, mas não disse. É interessante observar que na narrativa de Marcos a frase de Cristo: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, é omitida (Mc 8:27-30). Marcos por muito tempo foi companheiro de Pedro e no seu evangelho há uma profunda influência do mesmo. Pedro chamava Marcos de filho (I Pe 5.13). Pedro em nenhum momento disse de si mesmo como a rocha ou pedra da igreja. Pelo contrário, sempre mostrou Cristo como a pedra: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posto como cabeça de esquina” (At 4:11). Veja também I Pe 2.4-8 - Cheguem perto dele, a pedra viva que os seres humanos rejeitaram como inútil, mas que Deus escolheu como de grande valor. Vocês, também, como pedras vivas, deixem que Deus os use na construção de um templo espiritual onde vocês servirão como sacerdotes dedicados a Deus. E isso para que, por meio de Jesus Cristo, ofereçam sacrifícios que Deus aceite. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu escolhi uma pedra de muito valor, que agora ponho em Sião como a pedra principal do alicerce. Quem crer nela não ficará desiludido.” Essa pedra é de muito valor para vocês, os que crêem. Mas, para os que não crêem, “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas.” E em outra parte as Escrituras Sagradas dizem: “Esta é a pedra em que as pessoas vão tropeçar, a rocha que vai fazê-las cair.” Essas pessoas tropeçaram porque não creram na mensagem, de acordo com a vontade de Deus para elas.

Há também a afirmação católica que Pedro teria recebido as chaves do céu. É outra deturpação das Escrituras, baseada em Mateus 16:19: “Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Não podemos entender a declaração de Cristo como se esta fosse somente dirigida a Pedro, mas esta é dirigida a toda igreja. Veja Mateus 18: 18- Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o que vocês proibirem na terra será proibido no céu, e o que permitirem na terra será permitido no céu.

Fica então patente aos nossos olhos que o ligar e desligar não se refere apenas a um homem, mas à toda igreja, que tem Cristo como cabeça , “...o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre” (Ap 3:7). O que seria abrir e fechar ou ligar e desligar que Cristo fala que a igreja realizaria com respeito às pessoas? O que se segue: quando a igreja prega o evangelho, abre o reino; quando deixa de pregar, o fecha. Isto fica bem claro quando observamos o “ai” de Cristo a respeito dos fariseus. “Mais ai de vós escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” (Mt 23:13). Porque os fariseus fechavam o reino? Por não divulgarem corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento, naquela época. Veja: “ai de vós, doutores da lei, que tiraste a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam.” (Lc 11:52). Assim observamos que quando a igreja prega o evangelho genuíno esta abre o reino dos céus, quando não, fecha o reino.

Ao analisarmos o trecho bíblico de Mt 16.13-20, devemos partir para a análise da afirmação católica que Pedro foi o primeiro papa. Se ele realmente foi o primeiro papa, o foi de maneira totalmente diferente dos padrões papais. Há um abismo enorme entre Pedro e os seus pretensos sucessores. A verdade é que Pedro não foi o primeiro papa e a ordenação de um dirigente humano universal para a igreja está totalmente contrária às Escrituras.
Jorge Buarque Lyra (in: Catolicismo Romano) argumentou muito bem: “Poderia, acaso, de alguma forma, um homem ser fundamento de uma obra divina? Se pudesse (admitindo-se o absurdo), tal obra deixaria de ser divina.”
Vejamos as seguintes características de Pedro:

1.ª) Pedro não era celibatário. Tanto que teve sogra curada por Cristo (Mc 1:29-31). O papa é celibatário, sendo o celibato uma imposição a todo o clero. Em I Timóteo está escrito: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios; ...proibindo o casamento.”

2.ª) Pedro era pobre. “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro...” (At 3:6). O papa está cercado de riquezas.

3.ª) Pedro nunca esteve em Roma. Não é interessante observar que o chefe da igreja de Roma nunca esteve em Roma? Os católicos lançam mão de fontes extra-bíblicas para afirmar que Pedro esteve em Roma.

4.ª) Pedro nunca consentiu que ninguém se ajoelhasse a seus pés. “E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés, o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” (At 10.25 e 26). O papa constantemente recebe este tipo de reverência e adoração.

5.ª) Pedro não era infalível. Porém, quando Pedro veio para Antioquia da Síria, eu fiquei contra ele em público porque ele estava completamente errado. De fato, antes de chegarem ali alguns homens mandados por Tiago, Pedro tomava refeições com os irmãos não-judeus. Mas, depois que aqueles homens chegaram, ele não queria mais tomar refeições com os não-judeus porque tinha medo dos que eram a favor de circuncidar os não-judeus. (Gl 2:11-12).

O papa é considerado infalível. A infalibilidade papal foi definida e aceita oficialmente em 1870 no Concílio do Vaticano I. A Igreja Católica demorou 1870 anos para considerar o papa infalível. É importante observar que não foi Deus que decidiu, mas foram homens pecadores reunidos que chegaram a conclusão que o papa era infalível. Na Bíblia está escrito: pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, (Rm 3:23-24) e ainda está escrito que quando dizemos que não temos pecado fazemos a Deus mentiroso. Veja: “Se dissermos que não pecamos fazemo-lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós.” (I Jo 1.10).

6.ª) Pedro não tinha a primazia na igreja. Observe o que Pedro escreveu: “Aos presbíteros, que estão entre vós, que sou também presbítero como eles e testemunha das aflições de Cristo...” (I Pe 5.1). Em At 8.14 está escrito: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.” Note bem: não foi Pedro que enviou alguns dos apóstolos, mas foram os apóstolos que lhe enviaram. Onde está a primazia de Pedro? Em At 11.1-18 vemos Pedro justificando-se perante a igreja. Quero destacar principalmente o versículo 2: “E subindo Pedro a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão.” Enquanto que a igreja Católica afirma que as decisões do papa não podem ser questionadas.

Mariolatria

Entre os inúmeros pontos de divergências que existem entre Católicos Romanos e Evangélicos, um se destaca: Maria. Os católicos praticam a adoração à Maria, dando um maior destaque à mesma do que a Cristo. Já os evangélicos a consideram como um exemplo de vida cristã e humildade. Paulo deixou a advertência: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Rm 1:25) Maria é criatura. Cristo é Criador. “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam povos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado para Ele e por Ele.” (Cl 1:16)

Veremos, neste estudo que as doutrinas católicas em relação à Maria carecem totalmente de base nas Escrituras. São doutrinas criadas por homens influenciados pelo paganismo. Adolfo Robleto escreveu bem: “Os egípcios tinham sua deusa Ísis; os fenícios, sua Astarte; os caldeus, sua Semíramis; os gregos, sua Ártemis; de maneira que o romanismo escolheu sua deusa feminina, e Maria foi a mais adequada para o caso.”
A Mariolatria católica está sustentada no seguinte tripé:

1.ª) Imaculada Conceição de Maria, 2.ª) Perpétua virgindade de Maria e 3.ª) Assunção de Maria.

Imaculada Conceição de Maria

Este dogma afirma que Maria nasceu sem pecado, ou seja, ela não herdou a mancha do pecado original, e ainda se manteve sem pecado por toda a sua vida. Atribuem assim à Maria um atributo divino – a impecabilidade. Maria não poderia pecar e nunca pecou, segundo o catolicismo.
Este dogma só foi aceito oficialmente em 8 de dezembro de 1854, quando o papa Pio IX proferiu o seguinte:

“Declaramos e definimos que a bem-aventurada virgem Maria desde o primeiro momento de sua concepção, foi reservada imaculada de toda mancha do pecado original, por graça singular e privilégio do Deus Onipotente, em virtude dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade, e que esta doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser firmemente e constantemente crida por todos os fiéis.” Com base neste dogma, a Igreja Católica celebra a festa da Imaculada Conceição.

É interessante observar que nem Maria sabia dessa sua suposta imaculada conceição. No seu cântico diz: “e o meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lc 1:47). Só um pecador é que necessita de um Salvador. Ela falou “...Deus meu Salvador”. Quando depois do nascimento de Cristo, Maria levou as duas ofertas que a lei mandava, a oferta queimada e a oferta pelo pecado. (Lc 2:22-24 e Lv 12:6-8). Mas se não tinha pecado, para que levar as ofertas? Nas Escrituras, em nenhum momento, se afirma que Maria não cometeu pecado. Pelo contrário: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” (Rm 3:23); “Não há um justo, nem sequer um.” (Rm 3:10). Só Cristo é identificado como o único sem pecado. “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós: para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (II Co 5:21).

Os católicos gostam de usar o texto de Gn 3:15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, para afirmar que Maria pisou a cabeça da serpente, ou seja, a cabeça do Diabo. Quando a promessa fala que é a semente da mulher (Jesus Cristo) que pisaria a cabeça da serpente. Veja Hb 2:14: “...para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o Diabo.” E I Jo 3:8: “...para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” Fica claro que a promessa de Gn 3:15 refere-se a Cristo, e não à Maria. Cristo é o que pisaria a cabeça da serpente.

A perpétua virgindade de Maria

O segundo pé de apoio à doutrina católica sobre Maria é a sua perpétua virgindade. Os católicos afirmam que Maria, em toda sua vida, nunca conheceu sexualmente o seu esposo José. Fica evidenciado, nas Escrituras, que até o nascimento de Jesus, Maria foi virgem. Mas afirmar que ficou sempre assim é afirmar o que a Bíblia não afirma.

Em Mt 1:24-25 está escrito: “E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher: e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.” Há dois aspectos interessantes nestes versículos: 1º) O “...até...”; mostra que José conheceu sexualmente Maria depois do nascimento de Cristo; e 2º) Jesus é chamado de primogênito, ou seja, Jesus é chamado de o primeiro filho gerado por Maria, mostrando que Maria gerou outros filhos. Deus chama Jesus de unigênito (Jo 3:16), ou seja, o único filho gerado. Fica claro que Jesus é o único filho gerado por Deus e o primeiro filho entre os filhos de Maria.

Em diversas passagens vemos que Jesus teve irmãos e irmãs. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.” (Mc 6:3). Veja também Mt 13:54-56. Paulo chegou a afirmar que os irmãos do Senhor eram casados (I Co 9:5). Por sua vez, os católicos crêem que quando se fala em irmãos, na verdade, está se referindo aos primos de Cristo, e que estes são filhos de uma irmã de Maria. Os católicos identificam três dos irmãos de Jesus com três dos discípulos que tinham os mesmos nomes: Tiago, filho de Alfeu; Simão, o Zelote; e Judas, filho de Tiago (Lc 6:15 -16). O que é um tremendo equívoco, porque as Escrituras sempre mostram diferenças entre os discípulos e os irmãos do Senhor (Jo 2:12, Mt 12:46-47 e At 1:14) e a mais clara diferença está em Jo 7:5: “Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.” Isto é um cumprimento da profecia messiânica em Sl 69:8: “Tenho-me tornado como um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe.” Como pessoas que eram os discípulos do Senhor não iriam crer no Senhor? Mostra-se assim que estes discípulos não eram irmãos do Senhor.
Nas referências do N. T. sobre os irmãos de Cristo, a palavra grega que sempre é usada é adelfoV, adelphos (irmão), nunca se usou sungeneV, sungenes (parente) ou anhyioV, anepsiós (primos), palavra esta que Paulo usou em Cl 4:10 e que foi traduzida corretamente como primo.

Os católicos estão indo contra a essência do casamento quando afirmam que Maria e José nunca se conheceram sexualmente. A relação sexual no casamento é algo lícito e aprovado por Deus. Além do mais os católicos consideram o casamento como um dos sacramentos, caindo assim em contradição. Veja Gn 2:24: “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” Paulo recomendou que a abstinência sexual entre o casal durasse pouco tempo, em I Co 7:5: “Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência.”

A assunção de Maria

A teologia católica é uma verdadeira colcha de retalhos, um remendo leva a outro. Como consideram que Maria foi concebida sem pecado, e ainda que viveu sem pecar, chegaram a mirabolante conclusão que seu corpo na morte não experimentou a decomposição e nem permaneceu na sepultura. “Um abismo chama outro abismo.” Enquanto a profecia a respeito de Cristo diz: “Nem permitirás que o teu santo veja corrupção” (Sl 16:11) com referências em At 2:27-32 e At 13:33-37, fala a respeito do santo não ver a corrupção e nunca a uma santa não ver a corrupção.

Os católicos crêem que:

“No terceiro dia depois da morte de Maria, quando os apóstolos se reuniram ao redor de sua sepultura, eles a encontraram vazia. O sagrado corpo fora levado para o paraíso celestial. O próprio Jesus veio para levá-la até lá, toda a corte dos céus veio para receber com hinos de triunfo a mãe do divino Senhor. Que coro de exultação! Ouçam como eles cantam: Levantai-vos as vossas portas, ó príncipes, ó portas eternas para que a Rainha da Glória possa entrar.” (descrição da tradição católica citada por Lorraine Boettner).

É de deixar pasmo o fato da Igreja Católica criar um dogma sem nenhuma base nas Escrituras. Nenhum dos apóstolos citam essa criação fraudulenta. Depois de At 1:14 há um profundo silêncio nas Escrituras a respeito de Maria, não se fala na morte e muito menos na assunção de Maria. Como pode criar-se um dogma sem base nas Escrituras? Um dogma que só foi elaborado em 1º de novembro de 1950 pelo mariólatra Papa Pio XII. As Escrituras deixam claro que a glorificação dos santos só acontecerá depois da volta de Cristo e não fala que Maria seria uma exceção. Veja I Co 15:20-23:

“Mas a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados. Porque, assim como por meio de um homem veio a morte, assim também por meio de um homem veio a ressurreição. Assim como, por estarem unidos com Adão, todos morrem, assim também, por estarem unidos com Cristo, todos ressuscitarão. Porém cada um será ressuscitado na sua vez: Cristo, o primeiro de todos; depois os que são de Cristo, quando ele vier.”

Os católicos ainda crêem que ao chegar aos céus Maria foi coroada “Rainha dos céus”. Este título nunca foi dado à Maria nas Escrituras. Pelo contrário, a Bíblia condena este título, que tinha sido dado a uma falsa deusa. “Os filhos apanham a lenha, e os pais ascendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.” (Jr 7:18) Veja também Jr 44:17-23. Observamos que esse título mariano foi tirado de uma prática pagã totalmente condenada pela Bíblia.

Existem vários nomes dados à Maria: Virgem Imaculada, Nossa Senhora da Penha, das Dores, do Parto, dos Milagres, dos Aflitos, Senhora Aparecida, Rainha dos céus,Senhora dos céus, etc.

No paganismo, muito antes de Maria nascer, religiões veneravam mulheres-deusas, tidas por virgens. Eram as deusas-mães. Sendo concedida em 313, pelo Edito de Milão, liberdade religiosa, houve a entrada para o cristianismo de pagãos falsamente convertidos. A partir daí, foram eles introduzindo esculturas na Igreja, ganhando força o culto à Virgem Maria, proclamada, no 3º Concílio, em 431, a Mãe de Deus. Isso aconteceu em Éfeso, onde era adorada a deusa Diana, a grande mãe, a quem havia sido dedicado um rico templo, para onde se destinavam romarias.

Algumas outras deusas-mães eram:

1.Istar, da Assíria – trazia uma criança no colo, também chamada de: Santa Virgem, Minha Senhora, Mãe de Misericórdia (que ouve as orações dos aflitos), Rainha do céu.

2.Astarte ou Astorete, da Fenícia e Canaã – conhecida por Senhora do céu e Rainha dos céus.

3.Ísis, do Egito – segurava um bebê no colo. Sua imagem ficava no templo e era coroada como Rainha do céu. Queimavam-lhe velas, e ofereciam-lhe quadros, imagens, órgãos de cera, como pagamento de promessas e ficavam espalhados pelo santuário.

4.Cibele, de Anatólia – tida por Mãe de todos os benditos, era transportada em procissões.

5.Ártemis ou Artemisa, da Grécia – era aclamada como Deusa-virgem da caça e do parto, e como a Grande, Divina Senhora, aquela que ouve e aceita orações. Seu nome latino era Diana e sua escultura era carregada em procissões. Um fato interessante; a deusa era tida por branca, mas uma estátua sua, muito antiga, aparece com a cor preta, como sucede com a Nossa Senhora Aparecida.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Igreja Católica e Magia Branca

Algumas verdades que desconhecemos... Boa leitura!

Igreja católica e sua relação com magia branca

No capítulo 10 do livro de Daniel revela uma coisa muito interessante sobre a guerra espiritual. Nesse capítulo, o profeta pediu a Deus um esclarecimento especial referente ao futuro de Israel. Um anjo chegou com a resposta após três semanas ou 21 dias completos. Quando ele se apresentou, disse a Daniel que Deus tinha ouvido e respondido sua oração no primeiro dia em que ele começou a orar e o enviou para entregar a resposta. Entretanto, o anjo foi impedido de chegar a Daniel porque foi atacado por um demônio muito poderoso, identificado como o Príncipe da Pérsia [Daniel 10:12-13]. O anjo disse então que "ficou ali com os reis da Pérsia" [Daniel 10:13].

Finalmente, como ele não conseguiu derrotar esse demônio sozinho, pediu ajuda ao arcanjo Miguel, o anjo guardião de Israel. Com a intervenção do Miguel, o anjo pôde finalmente chegar até Daniel. Então, o anjo disse a Daniel, que quando retornasse à esfera celestial, iria participar na luta contra o Príncipe da Pérsia e, mais tarde, contra o príncipe da Grécia [Daniel 10:20].

Nesse capítulo, Daniel está falando sobre um aspecto pouco compreendido da guerra espiritual - a batalha entre Satanás e Deus pela mente e pelo coração dos líderes nacionais e espirituais em toda a história. A Bíblia declara que Satanás conspirou contra Deus antes da fundação do mundo [Isaías 14:12-14], quando se rebelou contra Deus e arrastou um terço dos anjos na rebelião [Apocalipse 12:4]. Então, no Jardim de Éden, Satanás falou a Eva por meio da serpente, outra vez conspirando contra o plano de Deus. Por toda a história humana, Satanás tem batalhado contra as forças de Deus pelo coração e pela mente dos governantes-chave das nações e religiões de todas as épocas. O demônio poderoso designado ao líder humano particular de cada nação em cada época sussurra seu plano nos ouvidos do líder, enquanto o anjo de Deus designado ao mesmo governante trabalha para contrabalançar a influência demoníaca e assegurar que o plano de Deus seja realizado.

Mas, e a Igreja Católica Romana? Satanás tem um demônio especialmente capacitado trabalhando para mover essa igreja para o seu lado ? Pode apostar que sim. O alvo final de Satanás é fazer toda a humanidade adorar seu super-homem, o Anticristo. Visto que a Bíblia declara que o Anticristo praticará satanismo de Magia Negra (Daniel 8:23-24 diz que ele "será entendido em adivinhações ..feroz de semblante ... destruirá maravilhosamente, e prosperará"), devemos esperar que ele possa desejar uma igreja tão grande e poderosa como a Igreja Católica Romana para virar, no fim dos tempos, para o satanismo de Magia Negra.

Entretanto, o demônio designado à igreja de Roma não podia, na parte inicial da Época da Igreja, mover a Igreja diretamente para a feitiçaria de Magia Negra. Em vez disso, ele poderia mais provavelmente ser bem sucedido se movesse a igreja de Roma primeiro para a feitiçaria de Magia Branca, disfarçada de cristianismo. Então, depois de um período muito longo de prática disfarçada de feitiçaria de Magia Branca, ele poderia então mover o catolicismo romano para o mesmo tipo de Magia Negra de feitiçaria que o Anticristo praticará.

Como demônio designado para a igreja de Roma, que mudanças faria na prática do catolicismo que moveriam a igreja para a feitiçaria e ao mesmo tempo disfarçariam o que ele está realmente fazendo das massas de pessoas?

Ele fez várias mudanças:

1)Criou um elemento central de adoração que viola a Jesus Cristo o tanto quanto possível, e ao mesmo tempo engana as pessoas e as leva a pensar que O estão honrando.

2)Criou um serviço que pode ser repetido diariamente que "fere" Jesus muitas vezes, colocando-O de volta na cruz todos os dias (a missa). O apóstolo Paulo disse de forma bem clara que o Messias deveria ser ferido uma única vez e que a razão por que Moisés teve problemas com Deus [de ser impedido de entrar em Canaã - Números 20:8-12 e Deuteronômio 3:25-26] foi por que feriu a rocha uma segunda vez, em vez de simplesmente falar à rocha. Jesus Cristo era aquela rocha [1 Coríntios 10:4]. Destarte, quando Moisés feriu a rocha pela segunda vez para obter água, não apenas desobedeceu a Deus, que lhe disse para simplesmente falar à rocha, mas também feriu o Messias duas vezes.

Hebreus 9:26 – Mas agora Cristo apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.

Hebreus 9:27-28 - Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.

Em toda a epístola aos Hebreus, o autor fala do sacrifício "uma vez por todas" de Jesus Cristo. Jesus morreu apenas uma vez na cruz e, então, após sua ressurreição e ascensão, assentou-se à direita do Pai. O sacrifício de Jesus Cristo foi tão excelente e tão aceitável ao Pai, que nunca mais precisou ser repetido. De fato, somos proibidos de repeti-lo outra vez. O escritor aos Hebreus arrojadamente declara, "... temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez." [Hebreus 10:10]

Portanto, para violar o mandado de Deus o mais severamente possível, criou uma cerimônia que sacrificasse Jesus Cristo repetidas vezes e que pudesse ser repetida diariamente em todo o mundo, ao mesmo tempo que levasse as pessoas a pensarem que estão glorificando a Jesus Cristo. A missa faz exatamente isso. A missa, segundo o catecismo da Igreja Católica, duplica o sacrifício na cruz. Citando diretamente, "A missa é o mesmo sacrifício que o sacrifício na cruz, porque na missa a vítima é a mesma, e o sacerdote principal é o mesmo, Jesus Cristo." (My Catholic Faith [Minha Fé Católica], pg 286)

3)Escreveu a missa em latim, a língua dos pagãos romanos originais, de tal forma que ela pudesse derivar grande poder de feitiçaria. Doc Marquis, o ex-satanista de Magia Negra, diz inequivocamente que a missa, quando rezada em latim, contém grande poder ocultista! Os feiticeiros praticantes de magia negra no início do século VI descobriram que a Igreja Católica Romana tinha criado uma cerimônia de magia branca poderosa com a missa; portanto, tentaram captar esse poder para eles mesmos criando a infame missa negra, rezada de trás pra frente.

4)Então, como se isso não fosse dano bastante ao sacrifício consumado realizado de uma vez por todas na cruz, criou um símbolo para representar Jesus na cruz permanentemente. Esse símbolo poderia ser pendurado nas paredes das casas das pessoas e em seus escritórios, e também nos carros, (como é feito hoje em dia) mantendo constantemente Jesus Cristo na cruz, onde ele gostaria que Jesus ficasse e não à mão direita do Pai na glória.

Você tem idéia de que espécie de vitória espiritual se alcança ao conservar Jesus na cruz, tanto na missa quanto no crucifixo? Isto acaba de impedir que a salvação seja possível para qualquer pessoa que pratique a missa e reverencie o crucifixo! Isso é impossível, você diz? Veja o que escreveu o autor da epístola aos Hebreus, falando sob a autoridade do Espírito Santo. "Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." [Hebreus 6.4-6]

Expor Jesus Cristo continuamente em vitupério e desgraça pública é exatamente o que fazem a Missa e o crucifixo. De fato, os católicos são encorajados a contemplar diariamente o sacrifício supremo de Jesus na cruz.

5)Em seguida, atacou o perfeito sacrifício pelos pecados que a morte de Jesus realizou. Apesar de as últimas palavras de Jesus na cruz terem sido "Está consumado" (uma palavra do vocabulário comercial grego, teleo que significa "Totalmente quitado"), sussurrou aos teólogos da igreja que Jesus não quitou completamente a dívida do pecado. Ele sussurrou que, embora o sacrifício de Jesus tenha aberto o caminho para a humanidade finalmente alcançar os céus, não removeu a mancha do pecado do homem. Os homens e mulheres precisam remover tanto deste pecado quanto possível praticando boas obras durante toda a vida, guardando os dias santos, participando dos sacramentos, e até mesmo infringindo dor em si mesmos por meio das penitências. Assim, tornou a salvação na igreja católica uma questão de fé mais obras, uma questão contra a qual o apóstolo Paulo batalhou vigorosamente na igreja cristã primitiva. Como Paulo disse de forma sucinta, "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." [Efésios 2:8,9]

6)Depois de efetivamente vedar o acesso da congregação inteira à salvação, em seguida ele atacou a suficiência da Bíblia. Sussurrou nos ouvidos dos teólogos católicos e do papa que a Bíblia foi escrita por homens - meros homens que têm as mesmas paixões que todos os outros homens [Tiago 5:17] - de modo que ela contém erros. Conhecendo a Bíblia de cor do jeito que ele conhece - como um dos chefes dos demônios do Inferno - ,o demônio conhece a âncora da alma que a crença na inerrância da Bíblia fornece aos santos de Deus. Portanto, atacou a inerrância das Escrituras.

7)Além disso, sussurrou que a Bíblia é tão difícil de compreender que o fiel mediano não pode querer compreendê-la sem a "interpretação" dos sacerdotes, ou instrução oficial do Vaticano. Finalmente, proibiu a leitura individual da Bíblia, receoso que eles lessem um verso como, "Salvos pela fé, não pelas obras", ou que lessem a epístola aos Hebreus e poderem instantaneamente ver o que ele fez.

8)Depois de proibir o acesso à verdadeira Palavra de Deus, veio o tempo de introduzir uma falsa palavra de Deus, As Tradições da Igreja ou as Tradições dos Pais. Basta lembrar como Jesus ficou zangado com os fariseus e saduceus por eles terem criado um corpo extra bíblico de escritos, que chamavam de tradições dos anciãos (Mc 7:6-8 – Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens). Essas tradições foram apresentadas às pessoas como uma explicação da Palavra de Deus, e tão dignas de confiança quanto a verdadeira Palavra de Deus. Na verdade, ao longo dos séculos, essas tradições mudaram gradualmente, levando as pessoas para longe do Deus verdadeiro, efetivamente impossibilitando a genuína salvação.

9)Além disso, perfeitamente ciente que Deus proibiu fazer acréscimos ou subtrações na Bíblia Sagrada, garantiu que essa prática infernal leva Deus a ter acessos de ira toda vez que alguém adiciona ou subtrai de sua Palavra. Mas, tendo tomado essa decisão de mudar a Palavra de Deus, que espécie de versos ele quer adicionar e que espécie de versos ele quer subtrair? Primeiro, acrescentar versos e doutrinas que movam a ICAR suave e continuamente para a prática da feitiçaria de Magia Branca; afinal, ele quer muito usar os poderes do ocultismo para o "bem" das pessoas! Isso significa que tem de decidir que doutrinas pagãs trazer, bem vestidas com nomes cristãos, alegorias, e velhas e boas histórias bíblicas, tudo com a própria pequena distorção, é claro. Ele está muito satisfeito com essa perspectiva, já que o paganismo de 4.000 anos atrás oferece uma rica variedade de crenças e práticas satânicas que pôde escolher; entretanto, precisou ser cuidadoso e trazer somente aquelas que pudessem ser bem disfarçadas de "cristãs". Os livros apócrifos.

10)Uma das primeiras doutrinas que ele introduziu foi a oração pelos mortos e a adoração às imagens fabricadas em suposta semelhança a esses mortos. Esse é um dos mais velhos e eficientes modos de levar as pessoas para o satanismo e podendo facilmente disfarçá-lo como cristianismo. Continuamente tornou a Virgem Maria uma figura semelhante a Deus, dizendo que ela pode ouvir as orações de milhões de pessoas de todo o mundo ao mesmo tempo, declarando que ela nasceu sem pecado original e que nunca morreu, mas ascendeu aos céus.

Totalmente contrário ao que dizem as escrituras em Romanos 3:23 - Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus.

11)Em seguida, tornou todos os "santos" mortos da igreja semelhantes a Deus em sua capacidade de também ouvirem as orações de todo o mundo simultaneamente.

Já que o demônio trouxe a adoração aos velhos ídolos pagãos para dentro da igreja, precisou fazer alguma coisa quanto ao Primeiro Mandamento, que clara e inequivocamente proíbe a fabricação e adoração aos ídolos. Como levar isso adiante e ainda ter dez mandamentos? Obviamente, seria muito ruim ter apenas nove mandamentos.

Pegou o décimo mandamento, que é um mandamento longo sobre a cobiça, e quebrou-o em dois, preservando assim o número de dez mandamentos. Deixou o primeiro mandamento nas Bíblias católicas, já que ninguém mesmo vai ler, mudando apenas os ensinos do catecismo.

O plano dele funcionou perfeitamente, começando com a introdução da missa, onde colocou Jesus Cristo de volta na cruz do Calvário todo dia que este velho mundo estiver em existência. Além disso, da forma como escreveu a missa no velho latim original dos pagãos, grande poder ocultista é produzido. Os praticantes de feitiçaria de Magia Negra ficaram realmente com ciúmes do grande poder com o que imbuiu essa igreja. De fato, no século VII, os ocultistas de Magia Negra criaram a missa negra para tentar captar para si o poder ocultista da missa católica. E eles realmente criaram seu próprio crucifixo. Eles pegaram a cruz, entortaram suas quatro pontas para dentro e colocaram uma figura esquelética e totalmente patética como se fosse Jesus nela, exibindo-o pendurado de uma forma que ele realmente parece um fracassado. Invertida. Eles chamaram esse crucifixo de "Crucifixo Vergado", e decidiram fazer dele o símbolo do vindouro Anticristo do Apocalipse 13.

Desde o estabelecimento da missa no latim por volta do ano 600, trouxe toneladas de outras doutrinas pagãs, desde que nunca se desfizesse de uma roupagem cristã. Certamente, à medida que os séculos passaram cada geração de pessoas tornou-se mais fácil de enganar.

Paganização da Igreja Romana:

Ano 370 – Culto aos santos professado por Basílio de Cesaréia e Gregório de Nazianzo

Ano 400 – Orações pelos mortos e sinal da cruz feito no ar

Ano 431 – Maria é proclamada a “mãe de Deus”

Ano 593 – O dogma do purgatório começa a ser ensinado

Ano 600 – o latim passa a ser usado como língua oficial nas celebrações litúrgicas

Ano 789 – Início do culto das imagens e das relíquias

Ano 1074 – Proíbe-se o casamento para os sacerdotes

Ano 1075 – Os sacerdotes casados devem se divorciar, compulsoriamente

Ano 1100 – Pagamento da missa e o culto aos anjos

Ano 1160 – Estabelecidos os 7 sacramentos

Ano 1186 – O concílio de Verona estabelece a “santa Inquisição”

Ano 1190 – Estabelecida a venda de indulgências

Ano 1215 – A transubstanciação é transformada em artigo de fé

Ano 1220 – Adoração à hóstia

Ano 1229 – Proíbe-se aos leigos a leitura da bíblia

Ano 1303 – A Igreja católica apostólica romana é proclamada como sendo a única verdadeira e somente nela o homem pode encontrar a salvação

Ano 1546 – Conferida à Tradição autoridade igual a da Bíblia

Ano 1562 – Declara-se que a missa é oferta propiciatória e confirma-se o culto aos santos

Ano 1573 – É estabelecida a canonicidade dos livros apócrifos

Ano 1854 – Definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria

Ano 1870 – Declaração da infalibilidade papal

Ano 1950 – A assunção de Maria é transformada em artigo de fé

1. Dar ao papa poder religioso e político - Ano 754. Jesus disse, "Meu Reino não é deste mundo" [João 18:36]. Essa decisão deu ao papa o poder para vencer toda e qualquer oposição contra essa nova, ocultista e poderosa igreja. Quando deu ao papa o poder político sobre os reis da Europa, ele pôde forçar a Inquisição sobre esses praticantes de Magia Negra, matando-os e forçando-os à clandestinidade. Se havia alguém que poderia expor a Magia Branca da ICAR ao povo, eram os praticantes de Magia Negra. Assim, iniciou a Inquisição uns 800 anos antes do aparecimento de Martinho Lutero.

2. Adoração das relíquias, especialmente da cruz e das imagens - Ano 789. Visto que todos os pagãos adoram a criatura em lugar do Criador [Romanos 1:25], foi realmente simples introduzir essa prática pagã. Sussurrou nos ouvidos dos respeitáveis teólogos da igreja que as pessoas deveriam adorar objetos que são supostamente partes da cruz, dos santos mortos, e de qualquer coisa que o papa quisesse "abençoar".

3. Jejum nas sextas-feiras e observância da Quaresma - Ano 998. A Quaresma é uma celebração pagã, de modo que pôde trazê-la inteira. O jejum é uma coisa boa, pois Jesus o ensinou sob certas circunstâncias, e porque abster-se de carnes é uma daquelas "doutrinas de demônios" [1 Timóteo 4:1-3]. Além disso, visto que a sexta-feira é o sexto dia da semana, sempre foi um dia favorito entre os satanistas. Portanto, ensinou que ninguém pode comer carne na sexta-feira.

4. Celibato dos sacerdotes - Ano 1074. Ele não agüentou mais esperar pela oportunidade de introduzir essa doutrina, uma vez que ela vai totalmente contra a constituição natural do homem. Proíbe-se o casamento para os sacerdotes.

O apóstolo Paulo identificou o celibato como uma das "doutrinas de demônios" [1 Timóteo 4:3] e advertiu que uma pessoa pode ser tentada a pecar sexualmente se não mantiver relações sexuais apropriadas com seu cônjuge [1 Coríntios 7:5].

Plantou a lascívia, a homossexualidade, a bissexualidade, o adultério e outros prazeres sexuais. Ao longo dos muitos séculos, desde que persuadiu o papa a decretar o celibato absoluto, o fogo do pecado sexual varreu repetidamente as fileiras do clero, destruindo suas vidas e também as vidas de muitos jovens paroquianos. A doutrina do celibato é um de seus maiores triunfos!

5. Rezar o Rosário - Ano 1090. Visto que Jesus proibiu as orações repetitivas, esse é exatamente o tipo de oração que ele estabeleceu na ICAR. Pra facilitar, os mistérios satânicos babilônios ofereciam o exemplo perfeito. Eles inventaram e aperfeiçoaram o uso do rosário, especialmente a devoção à adoração do "sagrado coração" babilônio. Também foi possível tomar algo do modelo da Índia antiga, do Tibete e da China [The Two Babylons, Alexander Hislop, pg 188]. Na missa e no crucifixo, impediu o caminho para a verdadeira salvação e, agora, com o Rosário, garantiu que Deus não ouvirá as orações das pessoas, ainda que usem de muitas palavras. Mateus 6:7 - E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

6. Venda de Indulgências - Ano 1190. Sussurrou nos ouvidos do papa que ele era o guardião dos "tesouros celestiais" dos santos que viveram no passado e cujas obras meritórias estão prontas para serem liberadas aos mais zelosos católicos vivos por algumas boas obras que eles praticarem. Disse ao papa que ele mantinha as chaves dessa Tesouraria e podia liberar a "riqueza espiritual" para quem quisesse, por qualquer razão que quisesse. O poder que essa mentira deu ao papado foi enorme. Os cruzados recebiam a promessa de grandes indulgências se lutassem contra os infiéis no Oriente Médio. Mais tarde, o papa colocou à venda as indulgências, para todos os tipos de invenções: Ofertas para missas, velas, estátuas, sociedades tremendamente indulgentes, e centenas de outros itens religiosos que os católicos podem adquirir em troca das indulgências. Essa doutrina pagã contribuiu em muito para enriquecer a igreja e dar ao papa tremendo poder sobre as pessoas.

7. Proclamação do Purgatório - Ano 1439. Satanás ama a doutrina do Purgatório e propagou essa mentira em todas as religiões pagãs em todas as épocas. No entanto, a doutrina do Purgatório é especialmente deliciosa a Satanás quando é aplicada à doutrina "cristã". O Purgatório deprecia a plenitude do sacrifício de Jesus na cruz, negando que seu sacrifício adquiriu perdão completo para o pecado individual. Sabe-se que o todo-perfeito sacrifício pelos pecados que a morte de Jesus na cruz obteve para todas as pessoas que Nele cressem seriam salvas. Para certificar-se de que todos compreendessem quão perfeito foi seu sacrifício, Jesus Cristo exclamou antes de morrer, "Está consumado", usando uma palavra grega que significa "concluído", mas que era também utilizada naqueles tempos para dizer "Dívida totalmente quitada"!

O Purgatório, porém, nega que a dívida foi paga completamente e nega a justificação contínua que o sangue de Cristo dá a todas as pessoas - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1:9). A doutrina do Purgatório afirma que todos os homens devem passar por um processo de justificação para serem "puros o bastante" para entrarem no Paraíso, ainda que Deus, o Pai, tenha reconhecido o sacrifício de Jesus como suficiente, perfeito e por toda eternidade [Hebreus 5:9; 9:11; 12:23; 13:20].

Mas, deixando a doutrina de lado, o Purgatório sempre fez transbordar os cofres das religiões pagãs que o ensinam. O Purgatório abre a porta para todo o tipo de extorsões por parte dos sacerdotes. Os sacerdotes da religião de mistérios do antigo Egito ensinavam que as orações pelos mortos não seriam tão "eficientes" se os sacerdotes não interviessem, e todos sabem que os sacerdotes não intervêm se não forem especialmente pagos para isso. Em todas as terras e em todas as épocas, os sacerdotes pagãos usaram essa doutrina do Purgatório para auferir grandes lucros para si mesmos, ao aprenderem a explorar os sentimentos ternos de perda de pessoas queridas, prometendo rezar pelas pobres almas que tinham partido, e tornar a permanência delas no Purgatório a mais curta possível.

Logo, o maligno estabeleceu com isso que a Bíblia não é confiável e é muito difícil lê-la sozinho! De outro modo, as pessoas poderiam compreender como essa doutrina do Purgatório é falsa. Eles poderiam ler as palavras de Jesus ao ladrão na cruz, que pediu perdão pelos seus pecados, reconhecendo-o como o Messias. Eles poderiam ler que Jesus disse ao ladrão agonizante, "Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso" [Lucas 23:.42]. Como o maligno aprecia a ignorância sobre a Bíblia!

8. Invenção dos Escapulários, Medalhas e Moldes Religiosos Comestíveis - Ano 1600. As pessoas estão ávidas em pensar que podem obter salvação eterna sem ter de mudar seus corações e suas mentes por meio do sangue de Jesus Cristo. Então, ele pensou em um caminho melhor para fornecer uma falsa "garantia" de salvação fácil por meio dos escapulários, das medalhas, e dos moldes religiosos comestíveis. Eu amo o escapulário. Veja as "garantias" que são dadas ao fiel pagão incauto:

"Quem morrer vestido com este escapulário não sofrerá o fogo eterno." (promessa de Maria a São Simão Stock, 16 de julho de 1251)

"Nosso Senhor nos ensinou a falar com Nosso Pai. Maria nos ensinou o valor do escapulário. Quando o usamos como uma oração, Nossa Senhora nos leva ao Sagrado Coração de Seu Divino Filho. Portanto, é bom ter o escapulário nas mãos ao dirigir preces à Nossa Senhora." (The Blue Army of Our Lady of Fatima, Washington, NJ 07882, Imprimatur, Thomas M. O'Leary, digníssimo bispo de Springfield)

Essa mentira do sagrado coração tem funcionando tão bem desde que ele a inventou na Babilônia tantos anos atrás!

9. Infabilidade do Papa - Ano 1870. Como um demônio ao serviço do Senhor Satanás, dedicou-se a promover o aparecimento do futuro super-homem espiritual, o Anticristo. Ele será auxiliado poderosamente pelo Falso Profeta Religioso, que sabe-se que será o papa católico romano. Portanto, para se preparar para essa ocasião maravilhosa, quando o Falso Profeta religioso exercerá controle ditatorial global (Apocalipse 13:16-18), que melhor plano poderia executar que torná-lo um ditador espiritual absoluto dentro de sua própria igreja na última parte do século XIX?

Mais uma vez, ele está muito contente de ter desencorajado os católicos de lerem as Bíblias por si mesmos. De outro modo, poderiam ler que o apóstolo Paulo confrontou a Pedro diante de todos, dizendo que ele estava procedendo de forma errada! [Gálatas 2:11-21]. Não seria bom que eles vissem o suposto primeiro papa ser repreendido por Paulo, e admitir que estava agindo errado no tratamento dado aos cristãos gentios.

Sacrifício Humano

Como você pode notar, por volta do ano 1200, ele já tinha a ICAR praticando poderosa feitiçaria de Magia Branca. A introdução da Missa rezada em latim foi fundamental, pois produziu tremendo poder espiritual. No entanto, ele ainda não tinha o sacrifício humano, e o Senhor Satanás não estava satisfeito com isso. Toda feitiçaria requer sacrifício, e Satanás quer que seja sacrifício humano. Onde no mundo poderia conseguir um sistema de sacrifício humano operando na ICAR e ainda manter as aparências de uma igreja cristã?

A resposta: invocar as propriedades mágicas de um sacerdote que realiza um "mistério"! Todos os sacerdotes pagãos em todas as épocas impressionavam seus fiéis com a idéia de que podiam realizar um "mistério" que ninguém mais poderia realizar. Usa de um corpo, preferivelmente o corpo de Jesus Cristo, e usa sangue, outra vez preferivelmente de Jesus Cristo.

Propagou a mentira que, no momento da comunhão, a hóstia torna-se o corpo de Jesus Cristo, e o vinho realmente torna-se seu sangue (Doutrina da Transubstanciação). Não sabendo os fiéis que a hóstia era utilizada em rituais pagãos egípcios.

Então, não há diferença entre a cerimônia do "mistério" que o sacerdote católico misticamente realiza e a cerimônia de sacrifício real que um sacerdote satânico realiza. No campo sobrenatural, não há nenhuma diferença, e ele teve o sacrifício humano! Uma vez mais, pode continuar sacrificando aquele odiado Jesus Cristo repetida e interminavelmente! Quão maravilhoso é esse conceito! As pessoas pensam que estão fazendo uma grande honra a Jesus, quando estão na verdade sacrificando-o no altar de Satanás.

Finalmente, visto que todos os verdadeiros pagãos comem a carne de sua vítima de sacrifício humano e bebem o sangue dela no fim do sacrifício, fez os católicos comerem a hóstia e beberem o vinho depois de o sacerdote concluir o sacrifício simbólico. Perfeito! (os católicos esperam a hóstia derreter na boca para não mastigá-la).

Então, no ano 1515, o mais ignóbil de todos os eventos ocorreu. O sacerdote católico Martinho Lutero, repentinamente teve seus olhos espirituais abertos pelo Espírito de Deus, e viu que o homem é salvo unicamente por meio da fé, não pelas obras que possa praticar, ou obras que a igreja possa atribuir a ele, como está nas Escrituras. O Espírito de Deus agiu poderosamente e o protestantismo floresceu e até cresceu de forma surpreendente em muitos países. Alguns países na Europa, especialmente a França, pareciam em perigo de perder sua maioria católica.

Felizmente, a máquina da Inquisição estava implantada e foi eficiente. Sussurrou na mente do papa que ele deveria lançar a Inquisição contra aqueles emergentes cristãos protestantes. O papa cumpriu meu mandado e iniciou um reinado de terror e matança de trezentos anos que resultou na morte de mais de oito milhões de protestantes. Até o dia de hoje, os túmulos desses oito milhões de protestantes servem como um testemunho maravilhoso do poder bruto do Inferno que pode ser lançado contra qualquer um que ouse cruzar com um satanista ou com sua igreja.